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Após ação do MP, Justiça revoga decisão e mulher denunciada por duplo homicídio e sequestro em Rolante retorna à prisão

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul acatou nesta segunda-feira, 07, o recurso interposto pelo Ministério Público de Taquara, por intermédio do promotor de Justiça em substituição Leonardo Giardin de Souza, solicitando o restabelecimento da prisão preventiva de Marli Machado Martins, de 54 anos, denunciada por duplo homicídio no município de Rolante.

O MP denunciou Marli Marchado Martins por dois homicídios quadruplamente qualificados (por motivo torpe, com emprego de asfixia, mediante recurso que dificultou a defesa do ofendido e para assegurar a ocultação e a impunidade de outros crimes), sequestro e cárcere privado, roubo majorado, tortura, falsidade ideológica, ocultação de cadáver, furto qualificado e associação criminosa em 2014. A ré havia sido presa preventivamente e encaminhada ao Presídio Regional de Santa Cruz do Sul, mas foi solta em abril do ano passado, após a defesa alegar insanidade mental por parte da acusada.

O MP entrou com recurso contra a decisão por entender que não houve mudança no processo desde a prisão, tendo em vista o acesso a laudos médicos atestando que ela não tem problemas psicológicos, bem como a possibilidade de desordem pública, ressaltando a crueldade com que os crimes foram cometidos. Após o acórdão, Marli foi novamente presa.

OS CRIMES

Em fevereiro de 2014, a mando de Marli, o companheiro dela, Valdir Ribeiro de Carvalho, 64 anos, estrangulou os idosos Lonia Gabe e Antonio Celestino Lummertz. As vítimas tiveram seus corpos queimados e suas cinzas jogadas às margens de uma rodovia em Santo Antônio da Patrulha. Segundo o MP, além de Marli e o companheiro dela, a filha de Marli, Michele Martins Justo, bem como Ronaldo Behenck Justo, Isaías Borges Zvoboda e Anderson de Oliveira Cardoso também tiveram participação nas mortes.

O casal foi sequestrado no município de Vale do Sol, onde moravam, e mantido em cárcere privado no município de Rolante. Durante o tempo em que permaneceram em poder do grupo, Lonia e Antonio tiveram seus bens roubados e foram torturados.

O sequestro aconteceu porque, em 1999, Antonio prestou depoimento que contribuiu para que Marli fosse condenada por homicídio qualificado pelo Tribunal do Júri da Comarca de Torres. Antes de ser morto, o homem foi obrigado a redigir uma carta e a gravar um vídeo incriminando a si próprio e inocentando a ré pelo antigo crime.

 

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