Estado

Buscas aos bombeiros desaparecidos seguem nesta sexta após incêndio na SSP em Porto Alegre

Com cuidado e persistência, o Corpo de Bombeiros dá continuidade nesta sexta-feira (16/07) às buscas ao 1º tenente Deroci de Almeida da Costa e o 2º sargento Lúcio Ubirajara de Freitas Munhós, desaparecidos no incêndio que destruiu a sede da Secretaria da Segurança Pública entre a noite de quarta e a madrugada dessa quinta-feira em Porto Alegre. Segundo o tenente-coronel Estevam Soares, o principal desafio é fazer o trabalho com o risco de desabamento de outras partes da estrutura. Conforme ele, o trabalho é incessante e só será concluído com a localização dos agentes.

“Bombeiro militar trabalha com riscos. O que nós fazemos é tomar decisões técnicas que nos ajudam a mitigar esses riscos a níveis aceitáveis para a continuidade da busca. Ainda trabalhamos com muito cuidado porque há a possibilidade de desabamentos e priorizamos o resfriamento de toda a estrutura, até porque há ainda focos de incêndio e por causa disso não podemos usar os cães farejadores a todo momento. São seis cães que estamos usando, também em formato de rodízio e buscando mais eficiência”, explicou Soares em entrevista coletiva em frente ao prédio da SSP.

Segundo Soares, as equipes de bombeiros trabalham por quadrantes no prédio. São 42 homens atuando em forma de rodízio, de modo que os times de resgate possam permanecer 24 horas no edifício. “Volto a dizer que nós não vamos parar. Nós não deixamos ninguém para trás, seja bombeiro militar ou cidadão. E não consideramos encontrá-los sem vida”, disse.

De acordo com o tenente-coronel, o trabalho feito pelos 27 bombeiros que atuaram na noite e madrugada passada permitiu a inclusão de mais agentes no prédio. “Agora, a partir do que fizemos no turno anterior, incluímos mais bombeiros para percorrer novas áreas do edifício.

Em paralelo às buscas, os trabalhos de investigação já começaram. Durante a tarde de ontem, quatro servidores da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), que presenciaram o momento em que as chamas tiveram início, prestaram depoimento ao delegado Daniel Ordahi, na 17ª Delegacia de Polícia da Capital.

O fato está sendo inicialmente investigado como incêndio culposo – quando não há intenção. Contudo, também não está descartada a possibilidade de incêndio criminoso. Além das quatro testemunhas ouvidas ontem, outros dois servidores da Susepe devem prestar esclarecimentos nesta sexta-feira.

Edição: Gabriela Prestes

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