Litoral

Entidades brasileiras e produtores discutem a cadeia da apicultura em Balneário Pinhal

Mais de 150 pessoas apicultores participaram da 12ª edição da Jornada Apícola do Litoral Norte, que ocorreu nesta sexta-feira (11/10), na Sociedade Amigos da Praia de Pinhal (SAPP), para discutir com as entidades que atuam na área as cadeias produtivas, os entraves e oportunidades do mercado. .A jornada ocorre juntamente com o 23º Seminário Estadual de Apicultura, o 16º Seminário de Meliponicultura, a 21ª Expoapis, o 22º Concurso Estadual de Qualidade do Mel e a 5ª Festimel.

A programação de sexta-feira iniciou com a apresentação da Câmara Setorial de Apicultura e Meliponicultura do RS, que foi feita por Aldo Machado dos Santos. Ele falou o que é a câmara, as atividades e ainda os objetivos. Dentre eles levantar demandas do setor, discutir elas e procurar resolver os problemas, identificar gargalos, oportunidades, orientar políticas públicas para o setor.

Já o gerente técnico adjunto da Emater/RS-Ascar, Jaime Ries, apresentou as matérias veiculadas pelos programas de televisão e rádio da Instituição envolvendo a apicultura, e as ações da instituição na promoção de eventos, junto à grandes feiras, os cursos de aprimoramento em apicultura e meliponicultura ofertados nos Centros de Treinamentos de Agricultores da Instituição e ainda o Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf) que já conta com 53 agroindústrias inclusas através do acompanhamento e de projetos encaminhados pela Emater/RS-Ascar e concursos de qualidade do mel.

Ries ressaltou ainda o esforço institucional com outras entidades para identificação geográfica do mel e do melado, e a orientação junto aos produtores, seguindo o programa nacional de sanidade apícola, para que façam o registro da mortandade de enxames. O zootecnista informou ainda que a Emater/RS-Ascar faz, desde 1972, o acompanhamento do valor do mel pago no varejo e que serve para balizar o mercado no Estado.

Na sequência falou o diretor executivo da Federação Apícola do Rio Grande do Sul (FARGS), Rogério Dalló, que citou como ações da entidade a reativação e participação ativa junto a Câmara Setorial Estadual, as ações junto aos deputados e na assembleia legislativa, em fóruns e outros eventos. Além disto, Dalló trouxe elementos de análise do cenário da apicultura, de mercado nacional e internacional, enquanto o presidente da Fargs, Anselmo Kuhn, comentou as ações prioritárias que deverão ser implementadas como a regulamentação da lei para implementar as ações e instrumentos, a organização de um disgnóstico/censo das organização e apicultores, organização de rotas, debates regionais e estruturação de um regime interno para regulamentar as atividades e sistema de cotização da entidade.

O presidente da Confederação Brasileira de Apicultura (CBA), Jose Soares de Aragão, ressaltou que o setor já conseguiu muitos avanços e no Rio Grande do Sul e Santa Catarina muito se deve as entidades de assistência técnica e extensão rural (no Rio Grande do Sul a Emater), que contribuem muito para a qualificação da cadeia produtiva. Aragão comentou ainda que a entidade está atenta ao que está acontecendo no país, trabalha em prol da coletividade e tem agido com responsabilidade e respeito para discutir com as autoridades como contribuir com a inclusão socioprodutiva, mas é preciso que os apicultores trabalhem profissionalmente com resultado.

Após a mesa de debates sobre a conjuntura e ações, ocorreu a abertura oficial com a presença do gerente da Emater/RS-Ascar de Porto Alegre, Ademir Santin, da prefeita Márcia Tedesco de Oliveira, do coordenador geral das câmaras setoriais do Rio Grande do Sul, Paulo Lipp, do presidente da Associação dos Agricultores Familiares do Túnel Verde, José Gumercindo da Cunha, do presidente da (CBA), Jose Soares de Aragão, do presidente da Fargs, Anselmo Kuhn, do deputado federal, Ubiratan Sanderson e do deputado

estadual, José Nunes. “Os eventos mostram o quanto a apicultura e a meliponicultura são importantes para o Estado e a Emater tem trabalhado de forma continuada junto aos produtores rurais para que todas as etapas da produção ao processamento sejam qualificadas e, para isto, as parcerias são essencias”, destacou o gerente.

Na parte da tarde, a programação teve continuidade com a palestra do professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Aroni Satler, que abordou a ameaça sanitária atual na apicultura em função do besouro das colmeias no Brasil e Rogério Dalló, da Fargs, falou da mortandade de abelhas e a relação com os agrotóxicos.

Na mesa de encerramento da Jornada Apícola debateram o doce sabor do associativismo e do cooperativismo o presidente da Apiverde, José Cunha, o agrônomo da Emater/RS-Ascar, Márcio Miranda Dalbem, o médico veterinário da Prefeitura de Balneário Pinhal, Cesar Martinz Velasco, e integrante da 18ª Coordenadoria de Saúde de Osório, Paulo Mansan.

De acordo com Dalbem, a legalização é uma das formas de atacar um dos problemas considerados como entrave para os pequenos produtores, que é a comercialização. O agrônomo defendeu ainda a ideia de que, com a legalização, é possível alcançar novos mercados, possibilitando ao produtor divulgar melhor seu produto sem qualquer receio e que a organização em formas associativas e o cooperativismo contribuem muito para estruturação dos processos de beneficiamento do mel. “O Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf) é uma das formas que o apicultor pode acessar para facilitar o processo de legalização”, ressaltou. O Peaf é desenvolvido pela Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) e executado pela Emater/RS-Ascar.

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