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Passam de 16 mil as pessoas que tomaram vacinas diferentes contra a Covid-19

Um levantamento divulgado nesta sexta-feira pelo Ministério da Saúde, com base em dados do Data Sus, revelou que pode passar de 16,5 mil o número de pessoas no país que receberam vacinas de fabricantes diferentes entre a primeira e a segunda dose da imunização contra a Covid-19.

Na maioria dos casos, os pacientes receberam inicialmente a vacina Astrazeneca/Oxford e, depois, a Coronavac. Porém, a determinação da pasta é que o paciente receba as duas doses do mesmo fabricante, pois a troca é considerada por médicos como um erro de imunização.

Em Brasília, a técnica de enfermagem Luana Carolina Cavalcanti só percebeu o erro ao conferir a carteira de vacinação. “Acho que elas colocaram errado ou eu não vi. Fiquei indignada”, contou. No entanto, a secretaria de saúde do DF nega a troca de doses.

A cidade de Santo André, na Grande São Paulo, seria a primeira colocada entre as que mais apresentaram falhas desta natureza — o estado paulista também estaria na frente nesta relação. No entanto, a prefeitura andreense justificou que a falha teria ocorrido na transmissão de dados. “Podemos garantir que não houve, até o momento, nenhum registro de vacinas trocadas entre a primeira e a segunda dose. O que ocorreu foi um erro na plataforma alimentada pelo governo do estado que transmite as informações que nós registramos para o Ministério da Saúde, frisou Márcio Chaves Pires, secretário municipal de saúde de Santo André.

Já a coordenadora-geral do Programa Estadual de Vacinação de São Paulo, Regiane de Paula, avaliou que na maioria dos casos, principalmente no município em que foi relatado um grande quantitativo de pessoas que teriam tomado doses diferentes, ocorreu um erro de registro. “Esse erro de registro ja foi corrigido. Inclusive na plataforma VaciVida nós já revisamos e que não tinha sido informado ao Ministério, porque quando percebemos isso, já tinham sido imputados os dados ao Ministério da Saúde”, rebateu.

Diferenças entre os imunizantes

As vacinas têm intevalos diferentes de aplicação das doses. No caso da Coronavac, são 28 dias. Já para a Astrazeneca/Oxford, são estabelecidos três meses para a imunização completa.

A tecnologia usada no processo de fabricação também não é a mesma. A Coronavac, produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, usa o vírus inativo. Já a Astrazeneca/Oxforde, de responsabilidade da Fiocruz, utiliza outro vírus para carregar informações genéticas do novo coronavírus e estimular o sistema imunológico.

Ainda não há estudos que apontem as consequências nas pessoas que tomam uma dose de cada imunizante. Os médicos avaliam que essa pessoa não está imunizada. E, por isso, terá que tomar uma terceira dose de vacina de um dos fabricantes. “O correto é [que] essas pessoas que receberam vacina de outro laboratório, que elas recebam a vacina do primeiro laboratório. O ideal, talvez, seja esperar em torno de duas semanas pra fazer a aplicacao da vacina correta, do primeiro laboratório, como recebeu anteriormente”, explicou o infectologista Marcelo Otsuka.

O que diz o Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde informou que a base de dados do SUS é alimentada por informações das secretarias estaduais. A pasta foi notificada sobre 481 ocorrências de trocas de fabricantes e reforçou também que cabe aos estados e municípios o acompanhamento de possíveis reações adversas em um prazo de 30 dias.

Fonte: CP

Edição: Gabriela Prestes

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