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Presidente do Legislativo de Imbé apresenta moção de repúdio contra a privatização da Corsan

Rebechi

O presidente do Legislativo de Imbé, Fabricio Rebechi(PTB) apresentou na sessão ordinária desta segunda-feira,22, moção de repúdio contra a privatização da Corsan. Conforme a justificativa do vereador, privatizar a companhia que mantém abastecimento de água e saneamento básico em 317 municípios gaúchos é mostrar descaso com a população. Segundo Rebechi, ele foi procurado por funcionários da Corsan de Tramandaí e Imbé para que atuasse junto a Assembleia Legislativa no sentido de fazer com o projeto seja rejeitado pelos deputados.

Imediatamente, todos os vereadores se posicionaram favoravelmente. O vereador Caio Santana(PT) disse que também foi procurado por servidores da companhia que se mostram preocupados com esta possibilidade. O vereador Paulo Roberto Cardoso Batista(PTB) disse ser contra a privatização e que está preocupado com os servidores da companhia que residem na cidade.  Vilmar Nico(PT) disse que caso a Corsan seja privatizada a próxima empresa estatal a ser vendida será  o Banrisul.

A moção de repúdio foi aprovada e será encaminhada à Assembleia Legislativa.

O governo do Rio Grande do Sul anunciou, nesta quinta-feira (18), a privatização da Companhia Rio Grandense de Saneamento (Corsan). O processo será feito via abertura de capital à iniciativa privada. Atualmente, a empresa é responsável pelo fornecimento de água e o tratamento de esgoto de 317 dos 497 municípios do estado.

Com a medida, o estado deixará de ser acionista majoritário da companhia, que é uma sociedade de economia mista de capital aberto. Com a desestatização, o governo passa a ser acionista de referência da empresa. Conforme o governador Eduardo Leite (PSDB), a medida foi motivada pela incapacidade da empresa em cumprir as metas do marco legal do saneamento básico, sancionado em 2020 pelo presidente Jair Bolsonaro.

Para a venda de ações da Corsan, o governo do estado precisa de uma autorização da Assembleia Legislativa. No entanto, antes de votar a venda da empresa, o Palácio Piratini precisa que os deputados derrubem a exigência de um plebiscito para operações do tipo.

 

JPN

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