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Prévia da inflação tem maior alta para setembro desde 1994, aponta IBGE

A prévia da inflação de preços no Brasil saltou para 1,14% em setembro. A variação é a maior para o mês desde 1994, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em agosto, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), que indica os rumos da inflação oficial, havia avançado 0,89%, o que correspondeu à maior alta do indicador para o mês desde o salto de 1% apurado em 2002. Com a nova aceleração, o indicador acumula alta de 10,05% nos últimos 12 meses, patamar acima do teto da meta perseguida pelo governo, de 5,25%. Já em 2021, a inflação soma alta de 7,02%.

Conforme o IBGE, em relação aos índices regionais, todas as áreas pesquisadas apresentaram alta em setembro. Em Porto Alegre, a variação mensal ficou em 1,32% em setembro. No acumulado dos 12 meses, chegou a 11,37%. Entre as outras capitais, o menor resultado no mês foi registrado em Fortaleza (0,68%). Já a maior variação foi registrada em Curitiba (1,58%), onde pesaram as altas da gasolina (5,90%) e da energia elétrica (4,92%).

No País, mais uma vez, os preços da gasolina e da energia elétrica foram aqueles que, individualmente, tiveram o maior impacto no índice, ambos com 0,17 ponto percentual. As variações fizeram com que os grupos de transportes (2,22%), alimentação e bebidas, (1,27%) e habitação (1,55%) representassem os maiores impactos no bolso das famílias no período de coleta.

Combustíveis

De acordo com o IBGE, a gasolina subiu 2,85% e acumula alta de 39,05% nos últimos 12 meses. Os demais combustíveis também ficaram mais caros, com destaque para o etanol (4,55%), gás veicular (2,04%) e óleo diesel (1,63%). No grupo, destaca-se ainda a alta nos preços das passagens aéreas, que subiram 28,76% em setembro, terceiro maior impacto no resultado final da prévia da inflação do mês.

Já o grupo habitação foi puxado mais uma vez pela alta na energia elétrica (3,61%), apesar da alta em ritmo menor do que a de agosto (+5%). A nova valorização leva em conta a adoção da bandeira tarifária de Escassez Hídrica a partir de 1º de setembro, que acrescenta R$ 14,20 para os mesmos 100 kWh.

Alimentação

A prévia da inflação mostra ainda que a alimentação no domicílio ficou 1,51% mais cara em setembro, resultado que corresponde a uma aceleração em relação a alta de 1,29% do grupo apurada no mês de agosto. O principal vilão para as refeições dentro de casa foi a carne, que ficou 1,1% mais cara no período. Também subiram os preços da batata-inglesa (10,41%), do café moído (7,80%), do frango em pedaços (4,70%), das frutas (2,81%) e do leite longa vida (2,01%). Por outro lado, houve queda pelo oitavo mês consecutivo nos preços do arroz (-1,03%) e pelo sexto mês consecutivo nos preços da cebola (-7,51%).

Já no campo da alimentação fora do domicílio, a alta foi de 0,69%. Enquanto a refeição subiu 1,31%, frente à alta de 0,1% registrada em agosto, o lanche registrou ficou 0,46% mais barato, após disparada de 0,75% no mês anterior.

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados entre 14 de agosto e 14 de setembro de 2021 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 14 de julho a 13 de agosto de 2021 (base). O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia.

 

 

Fonte: IBGE/CP

Edição: Gabriela Prestes

 

 

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