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Promotor André Luiz Tarouco Pinto fala sobre andamento do caso Miguel

O promotor de Justiça de Tramandai André Luiz Tarouco Pinto em entrevista à Jovem Pan News Litoral na manhã desta sexta-feira,20,esclareceu o andamento do processo sobre o caso do menino Miguel, 7 anos, morto no final de junho pela própria mãe Yasmin Vaz Rodrigues dos Santos e pela madrasta Bruna Nathiele Porto da Rosa.

Segundo o promotor, o MP ofereceu denúncia à Justiça por homicídio triplamente qualificado, tortura e ocultação de cadáver. A denúncia contra a mãe foi aceita e contra a madrasta a Justiça aguarda laudo do Instituto Psiquiátrico Forense. Ambas estão presas. “ Em relação a Yasmin, ela será citada pela Justiça e apresentará alegações e posterior audiências com participação de testemunhas. Com a entrega do laudo de Bruna, o mesmo acontecerá. Após isto a Justiça fará os debates a respeito do fato e julgamento pelo Tribunal do Juri, através do Conselho de Sentença por meio de membros da comunidade.” Disse o promotor.

Em relação ao não encontro do corpo da criança até o momento, isto não é empecilho para o andamento processual. “Se tu tem  outros elementos, além do corpo, que demonstrem que o fato é resultado de uma execução e comprovem aquilo que foi narrado na peça acusatória, já basta para efetuar a acusação”. Falou Tarouco.

“ Com a ocultação do cadáver que foi jogado na água, ela exauriu o objeto do crime que é o cadáver tendo sucesso no planejamento e na execução deste crime e caso o corpo seja encontrado ele vai agregar elementos que demonstrem a causa da morte”. Frisou.

No entendimento do Ministério Público, o menino representava um “empecilho no relacionamento” das duas mulheres.  “há elementos que dizem que elas estavam buscando constituir uma nova família. Mas aquela criança não faria parte dessa nova família”, relatou o promotor André Luiz Tarouco Pinto.

A investigação agora vai ampliar o rastro da vida da família. “ Até agora investigamos a vida desta família desde que elas vieram residir em Imbé em abril deste ano e agora passamos a buscar informações pretéritas a este período”. Disse.

Segundo as investigações, Miguel foi dopado pela mãe em 28 de julho. Ela então colocou o corpo do menino em uma mala, que jogou no Rio Tramandaí. No dia seguinte, foi até a Delegacia de Imbé para registrar o desaparecimento da criança.

A polícia desconfiou da versão e, ao ser questionada, Yasmin confessou ter jogado a criança. A criança sofria torturas físicas e psicológicas.

JPN

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