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Rádio Litoral Jovem Pan FM 103.1 completa 39 anos nesta segunda-feira

Líder de audiência no seu segmento, nesta segunda-feira (15/03), a Rádio Litoral – Jovem Pan FM 103.1, completa 39 anos. Com sede em Osório, a emissora se consagrou nas últimas quatro décadas como a melhor do litoral em entretenimento e informação para seus milhares de ouvintes. Sempre à frente, não pára de investir em novas tecnologias, programas e nos melhores profissionais do mercado, oferecendo a melhor programação da região.

Uma história que começou com o empreendedorismo e liderança de um apaixonado por rádio, Paulo César Notari, empresário que cresceu no meio radiofônico atuando na gerência de operações de uma das grandes empresas de radiodifusão no Estado. Pelo seu domínio na parte operacional e técnica, foi incentivado a ter a sua própria emissora pelo seu perfil de liderança.

Não havia canal previsto para Osório e litoral, no Plano Nacional de Canais em FM e foi feito um estudo técnico de viabilidade de transferência de um canal previsto para Vacaria, interior do Estado, cancelando para Vacaria e transferindo para Osório em uma mesma portaria. Mais adiante foi aberta a licitação já do canal para Osório. “Foi aberta a licitação na qual participei já com o CNPJ Rádio Litoral Limitada e ganhamos”, conta.

A empresa Rádio Litoral Ltda foi criada no final do verão de 1980 com mais outros dois sócios que, posteriormente, se desligaram. Após a concessão, com a licitação em outubro de 1981, teve um período de testes no ar por alguns meses, até estrear no dia 15 de março de 1982. “Foi a primeira emissora de FM do Litoral Norte, virou símbolo do verão, ficou conhecida em todo o Rio Grande do Sul”, recorda Paulo.

Com uma playlist afinada com o seu público jovem, a década de 80 marcada pelo surgimento de grandes bandas mundiais e nacionais que fazem sucesso até hoje, a rádio estava sintonizada com os principais lançamentos. “Era uma rádio de vanguarda. As grandes danceterias foram parceiras da rádio nas programações de verão como a Stereomoto (Atlântida), Viver a Vida (Tramandaí), Água na Boca (Porto Alegre), Maria Fumaça (Porto Alegre), entre outras”, recorda Notari. “Fomos a primeira emissora a transmitir stereo, por meio de micro-ondas de dentro uma danceteria (Stereomoto), com up link”, citando ainda DJs e comunicadores famosos da época como o Mago Miguel.

Com o sucesso das danceterias no verão, durante os invernos dos anos 80, a Rádio Litoral se firmou como referência nas festas de clubes e danceterias do litoral na promoção de shows, eventos. “A primeira festa que a rádio promoveu foi um sucesso de público, muita gente não conseguiu entrar, o ícone da noite era o Victor Hugo Titto e virou uma referência divulgar festas, principalmente, na temporada de inverno”, lembra Paulo que naquela época para manter a rádio no ar, tinha que ter um operador de áudio 24h, e se adquiria muitos vinis com os principais lançamentos, vindos dos Estados Unidos.

Na década de 90, uma mudança que trouxe além do entretenimento o jornalismo de qualidade e credibilidade mais tarde. “Fomos procurados, em maio de 1994, pela rede Jovem Pan e em 17 de novembro 1994 firmamos uma parceria que é sucesso até hoje. Nos tornamos a primeira afiliada da Jovem Pan no Rio Grande do Sul, antes mesmo de Porto Alegre. Há 11 anos, ampliamos com uma nova concessão, em Imbé, voltada somente para o Jornalismo, com a programação da rede nacional e local, com as notícias do litoral, operando em duas FMs, a 103.1, com sede em Osório e a 92.3, com sede em Imbé”, finaliza.

Paulo César Notari: um empresário que cresceu dentro das rádios

O proprietário da Rádio Litoral Jovem Pan FM 103.1, Paulo César Notari tem muitas histórias do meio radiofônico para contar. Seus pais Dalva e Augusto Belletti tiveram muita influência para a sua escolha na radiodifusão. Seu pai nascido em Parma, na Itália, era músico, violinista e integrava a orquestra da Ospa e também as orquestras das rádios que naquele tempo, realizavam os programas ao vivo de auditório, concursos de calouros. Ele ainda trabalhava como músico em eventos sociais da Porto Alegre de antigamente. Por isso, desde criança, Paulo acabava acompanhando o pai nos estúdios de rádio.

“Tenho fotos da Rádio Gaúcha de 1932, 1935. Eu era pequeno e frenquentava os estúdios da Rádio Farroupilha e da Gaúcha e era diferente. O rádio tinha orquestra, tinha o radioteatro, eram mais de 100 funcionários e eu andava ali por dentro. Ele (o pai) era músico, mas a música nunca me chamou a atenção. Então, os meus primeiros trabalhos, quando estudava no colégio marista aqui no Brasil, porque estudei um período nos Estados Unidos, trabalhava de garoto-propaganda da TV Gaúcha. Eram ao vivo os comerciais, era eu e outra menina e ganhava uns cachês . Tinha uns 12, 13 anos. Aí, meus pais ficaram com medo que eu fosse para o meio artístico e logo me tiraram dessa história. E aí, passei a gostar da parte técnica, eletrônica, essas coisas. Só tive um emprego na minha vida que foi na Rádio Gaúcha. Na época, as transmissões eram complicadas de se fazer. Eu era guri e ia instalar aqueles aparelhos, equipamentos e ficava sentado nos arredores dos campos de futebol e ganhava um dinheiro. Dali, fui indo, fazendo cursos e tal. Na época, não imaginava que seria um empresário, dono de rádio. Isso não passava pela minha cabeça. Meu sonho era fazer um concurso para a Embratel, fazer engenharia, estava na parte técnica. Mas a empresa percebeu a minha capacidade de liderança e começaram a me colocar de chefe aqui, de coordenador ali, foram me tirando da parte técnica e passei a ser chefe, coordenador. Sempre tive um espírito de liderança”, avalia Notari.

Futuro

“A gente vai investir mais, estamos sempre nos reciclando, modernizando. Hoje, o que projetamos muito é a programação. Trabalha-se com pesquisa. A Jovem Pan, somos afiliada da rede, ela faz pesquisa sobre o que o nosso público quer ouvir. Nós temos um público e a News (em Imbé) tem outro. Dentro desse público, a gente pesquisa o que querem e o que não querem e vamos nos adequando. Vamos melhorar a nossa cobertura ainda mais, já tem um projeto grande vindo, vai ser novidade esse ano, tecnicamente para a emissora. A gente também faz a interatividade do rádio, com o ouvinte participando por meio de grupos, aplicativos de mensagens, mídias digitais, os nossos canais de interação. Essa juventude, essa gurizada que está aí, nos traz muita novidade, estão no dia a dia, na efervescência e nós temos que aprender com os jovens. Os velhos trazem a experiência, mas o mundo não parou e nós não podemos parar, temos que acompanhar”, projeta Paulo.

Agradecimento

“Fico muito feliz, ao longo desses 39 anos que nós completamos agora, dia 15 de março de 2021, pelo público que aceitou bem tanto a programação da Rádio Litoral como agora, a da Jovem Pan, que é a mesma Rádio Litoral. E esse sucesso, a gente tem que agradecer à aceitação deste público que gostou das nossas ideias, e agradecer a todo esse elenco, colaboradores que vieram ao longo dos anos porque sozinho a gente não faz nada. Na época dos anos 80, todos os grandes comunicadores, das grandes emissoras, queriam trabalhar aqui. Nós formamos talentos também, nomes como Alexandre Fetter, Adriano Morais, Mago Miguel. Então, a Rádio Litoral Jovem Pan não é só uma emissora de rádio, ela foi formadora de profissionais. Ficamos conhecidos como a famosa “rádio da praia”. É impressionante como, passados tantos anos, as pessoas não esquecem de toda a nossa trajetória”, finaliza Paulo.

Confira, o áudio da entrevista de Sandro Sauer na segunda-feira (15), na Jovem Pan Litoral, com o idealizador e proprietário da Rádio Litoral Jovem Pan FM 103.1, Paulo César Notari:

Confira abaixo um vídeo com alguns hits que marcaram época na Litoral FM.

Crédito: Homero Freitas

Texto e edição: Gabriela Prestes

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