Estado

RS deve consolidar novo sistema de Distanciamento Controlado na quinta-feira

Encerrou, nesta terça-feira (11/05), o prazo para envio de sugestões ao Gabinete de Crise do governo do RS para compor o novo sistema de Distanciamento Controlado que irá substituir o modelo de bandeiras no Estado. Todos os segmentos a sociedade puderam compartilhar, desde sábado, suas propostas para análise da equipe técnica a fim de se somarem ao projeto apresentado pelo governador Eduardo Leite no final de semana.

O Piratini apresentará nesta quinta-feira o resultado consolidado que deverá entrar em vigor no próximo sábado. Até lá, o Estado informou que não se pronunciará sobre as sugestões recebidas. Na proposta de Leite, a população é regrada por dois tipos de protocolos: os gerais e os de atividades. Os protocolos gerais serão definidos pelo governo do Estado e devem ser seguidos obrigatoriamente por toda a população, em todas as atividades e em todos os municípios. Já, os protocolos de atividades, são subdivididos entre obrigatórios e variáveis. Os da primeira categoria são específicos e devem ser seguidos para cada atividade e os variáveis serão propostos pelo Estado como padrão, mas poderão ser ajustadas por uma determinada região para adequá-las à sua realidade.

A Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre (Granpal) enviou as suas contribuições para elaboração do plano e apontamentos para o novo modelo. Assinado foi assinado presidente da entidade e prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, que deseja ter o acesso à minuta do decreto estadual em tempo hábil para análise e elaboração dos próprios protocolos de atividades. “É no decreto que vai estar materializado esse debate, por isso reiteramos a urgência em ter esse material em mãos. Seremos incansáveis no debate para encontramos uma solução para salvar vidas, mas também a economia da nossa região e do Estado”, afirma Melo.

O Piratini fez três reuniões entre sexta-feira e sábado passado, uma com prefeitos e deputados, a segunda com líderes de entidades empresariais e a última com especialistas em saúde para apresentar e debater a proposta do governo. O Cpers/Sindicato não esteve entre os segmentos não ouvidos e não enviou sugestões.

Por nota, a entidade afirmou não ter siso contatada pelo Estado. “O nosso entendimento é público e está em consonância com especialistas, incluindo aqueles que faziam parte do Comitê Científico extinto pelo Estado: o fim do Sistema de Distanciamento Controlado não possui qualquer relação com a realidade da pandemia no Rio Grande do Sul”, diz trecho da nota. Para o Cpers, a mudança do sistema foi uma alternativa encontrada pelo governo “para burlar a decisão judicial e forçar a abertura de escolas, priorizando interesses de grupos privados no lugar da proteção à vida”.

Por enquanto, até o próximo sábado, o Rio Grande do Sul seguirá em bandeira vermelha, sem cogestão. Portanto, todas as regiões devem observar protocolos de risco alto do atual modelo de Distanciamento Controlado.

Fonte: Secom RS

Edição: Gabriela Prestes

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