Estado

RS reduz intervalo da dose de reforço para 5 meses e autoriza intercâmbio de vacinas contra a Covid19

A Secretaria Estadual da Saúde – SES divulgou uma nota técnica, na tarde desta terça-feira (16/11), na qual autoriza a redução para cinco meses do intervalo entre o esquema básico (duas doses ou dose única) e a dose de reforço para idosos e trabalhadores de saúde. De acordo com a SES, 1,65 milhão de pessoas já estariam aptas a receber a dose de reforço com a nova medida.

Conforme a nota técnica 19/2021, a dose de reforço poderá ser realizada com vacinas de qualquer laboratório: CoronaVac, AstraZeneca ou Pfizer. Porém, destaca que a da Pfizer é recomendada, preferencialmente, pelo Ministério da Saúde.

Além disso, o governo federal anunciou que as pessoas que foram imunizadas com a vacina da Janssen irão receber a segunda dose. Cinco meses após o complemento, esse público estará apto para a dose de reforço do imunizante.

O Ministério da Saúde anunciou o repasse de mais dois lotes com 367.380 doses da Pfizer para o Rio Grande do Sul. Os voos devem chegar à Capital nesta terça, entre 18h30 e 19h.

Além disso, definiu que “a intercambialidade das vacinas contra a Covid-19 para realização do esquema primário não será mais classificada como erro de imunização”, ou seja, os municípios podem completar o esquema vacinal com o imunizante de outra fabricante caso estejam em falta doses de mesmo laboratório.

A SES orienta, porém, que a segunda dose deve ser, preferencialmente, com a vacina do mesmo laboratório da primeira, e o intervalo entre ambas indicado em bula deve ser respeitado.

A Prefeitura de Porto Alegre já havia iniciado este esquema nesta terça, atendendo ao público que recebeu a segunda dose ou a vacina da Janssen até o dia 16 de junho.

Para tomar esta decisão, a Secretaria Estadual da Saúde destaca que “estudos científicos comprovaram que a imunidade dos grupos prioritários com idade acima de 65 anos diminui em média seis meses após a segunda dose” e que “há atraso na realização da segunda dose principalmente na população de adultos jovens, de 18 anos a 39 anos de idade e nas doses de reforço da população idosa”.

Um estudo da SES mostrou, ainda, que 99,3% dos idosos que morreram de Covid entre 28 de agosto e a segunda semana de novembro no RS não tinham tomado a dose de reforço. Além disso, o total de óbitos deste mesmo período é composto por 84% de pessoas acima de 60 anos de idade.

“A dose de reforço é fundamental exatamente para isso. É o momento de aqueles que não foram vacinados serem incentivados”, comenta o epidemiologista Airton Stein, professor da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA).

Atualmente, o Rio Grande do Sul tem 820 mil pessoas com a dose de reforço, o que corresponde a 7,1% da população. Por outro lado, dos 8,78 milhões de moradores que se vacinaram, menos de 7,5 milhões voltaram para receber a segunda, mesmo que boa parte já esteja contemplada pela campanha.

 

Fonte: SES

Edição: Gabriela Prestes

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